Caracterização

EIRAS

Localiza-se no Norte do Município de Coimbra, ocupando um território de 9.81km2. Confina com as freguesias: de Santa Cruz (sul), Oeste (Trouxemil e Santa Cruz), a Noroeste, Este e Sudeste com S. Paulo de Frades e, a Nordeste, com Brasfemes.

Desfruta de um clima regional suave, influenciado decisivamente pela proximidade ao Atlântico, onde os Verões não são excessivamente quentes nem secos enquanto os Invernos se apresentam suaves e chuvosos. 

Estas características, específicas do nosso clima, integram-no na bem estudada região climática de tipo marítimo da fachada Atlântica na qual se distinguem ainda: alguns dias de forte calor ou frio sensível (inclusive temperaturas negativas), a formação de nevoeiros (44 dias de nevoeiro em média anual, especialmente no decurso do Verão) e de geada (Outono-Primavera), e a raridade na queda de neve.

Nesta região predominam três quadrantes de vento: os de Noroeste, de Maio a Setembro, sendo responsáveis pelas brisas suaves e frescas que tantas vezes nos surpreendem nas quentes tardes de Verão; os de Sudoeste, típico dos meses de Inverno, entre Novembro e Fevereiro, que andam associados a situações de mau tempo; e os de Este, que quando ocorrem durante o estio significam tempo quente e seco, mas quando se verificam em período outonal/invernal são apanágio de tempo seco e frio. 

As recolhas dos dados meteorológicos efectuadas entre 1951-1980, confirmam a amenidade desta região, com as temperaturas médias mensais mais baixas a ocorrerem no mês de Janeiro, rondando os 10º C, e as mais altas no decurso do mês de Julho, com 20º C. No que diz respeito à precipitação, denota grande variabilidade inter e intranual, oscilando o valor médio entre os 900 e os 1000 Mm/ano. Por norma a pluviosidade concentra-se nos meses de Outono e Inverno, sendo escassa no Verão.

As características geomorfológicas da freguesia são um dos aspectos a considerar na análise do quadro natural em que a mesma se insere. De facto, para quem conhece bem a freguesia, não pode deixar de lhe anotar o relevo algo acidentado, com colinas e vales. O território da freguesia integra-se numa das principais unidades estruturais do nosso país: a Orla Mesocenozóica, com rochas mais recentes e quase sempre mais facilmente desagregáveis, abatida», em contraste com o Maciço Antigo Ibérico ou Maciço Hespérico, com rochas mais antigas e por vezes mais resistentes ( que se desenha já fora da sua área administrativa, para Leste, a caminho da Serra da Aveleira. Isto significa que, enquanto no primeiro caso estamos a falar de sedimentos depositados ao longo de 225 milhões de anos, no segundo referimo-nos a uma idade geológica ainda mais recuada, de aproximadamente 289 milhões. Esta última unidade, vulgarmente designada por Serra, destaca-se pelas formas salientes, os vales profundos e encaixados, as vertentes rasgadas e abruptas. 

Por outro lado a metade Ocidental, a caminho dos Campos do Mondego, regista altitudes entre os 20 e os 160 metros, onde surgem terras com relevo planiforme e adoçado, composto por colinas com vertentes relativamente suaves e cimos aplanados, especialmente favoráveis à ocupação humana e ao cultivo dos solos.

No que diz respeito à Hidrografia, podemos considerar a existência de três pequenas bacias hidrográficas na Freguesia de Eiras para onde escorrem as diversas linhas de água que cruzam o seu espaço:

– A Ribeira de Eiras que nasce nas faldas da Serra da Aveleira, com o nome de Ribeira de S. Paulo atravessa a freguesia no seu extremo Norte, no sentido Este- -Oeste (junta-se à Vala do Norte nas proximidades da Adémia de Baixo). No seu percurso recebe um conjunto de tributários, onde se destaca a Ribeira de Vilarinho, que lhe dá uma dimensão de certa importância no conjunto hidrográfico da Região. A Ribeira de Eiras assume, no troço que atravessa as povoações dos Casais e de Eiras, sete designações diferentes, no sentido Nascente-Poente: Rio do Carvalho, Rio do Escravote, Rio da Sapeira, Rio da (ou do) Baptista, Rio do Açude, Rio de Além e Rio das Almoinhas.

– No extremo Sul da freguesia a rede hidrográfica é dominada por um curso de água de semelhante dimensão, a Ribeira de Coselhas, para onde convergem grande parte das linhas de água das zonas do Ingote e Vale de Figueiras.

– Finalmente, na parte voltada a Oeste pequenas linhas de água dirigem-se quase todas para a Vala do Norte.

Em termos de paisagem, a freguesia experimenta, actualmente, salvo raras excepções, os dramas do abandono da prática agrícola e florestal: campos de cultivo transformados em incultos e floresta desordenada, onde pinhais, olivais e vinhas  se transformam aos poucos em matagais. Salvam-se os eucaliptais, mais pelas características da espécie, do que pelo amparo do cultivador, os quais assumem no contexto do equilíbrio florestal um certo exagero.

A freguesia possui três importantes ecossistemas que devemos realçar e preservar. Um deles é a zona ao redor do leito da Ribeira, em cujas margens despontam árvores como os amieiros, os salgueiros, os choupos e os ulmeiros, dando suporte ao habitat das aves ribeirinhas como os borrelhos, os pilritos e os maçaricos. 

Mais acima temos a Mata do Escravote, também merecedora de especial destaque. Localiza-se nos Casais de Eiras, na margem esquerda da Ribeira de Eiras, fazendo-se o acesso pela Rua Prof. Albuquerque de Matos e Rua do Carvalho, ocupando parte significativa da encosta que ladeia a estrada que vai para S. Paulo de Frades pela Redonda. Trata-se de uma mata virgem, coberta com vegetação mediterrânica, que se estende ao longo de um maciço rochoso com mais de 40 metros de altura. A diversidade de espécies que lá se encontram justifica o seu carácter especial, a sua protecção: sobreiros, carvalhos, loureiros, urzes, pinheiro bravo, castanheiro, pinheiros, plantas herbáceas e gramíneas. 

Diversidade que também encontramos na antiquíssima Mata de Santa Catarina localizada entre o triângulo as Várzeas (Eiras) – Cruz Vale do Seixo – Lordemão. Matas que noutros tempos constituiriam apenas uma só. 

Do quadro natural fazem parte as árvores de fruto, importantes para a economia e estrutura agrícola da zona. Localizam-se em zonas fertéis como campos cerealíferos, pequenos quintais e hortas junto aos núcleos habitacionais, aparecendo também nas testadas de vinhas. Alguns exemplares são bem conhecidos: laranjeira, tanjerineira, limoeiro, pereira, macieira, figueira, pessegueiro e nespereira.

 "A Freguesia de Eiras: A Sua História - do século décimo ao Séc. XXI", por Dr. João Pinho."

SÃO PAULO DE FRADES

A Freguesia de São Paulo de Frades tem uma área de 14,93 KM quadrados, com uma população de 5824 habitantes.

Geograficamente, S. Paulo de Frades está implantada nas vertentes das serras de Aveleira e Espinhaço de Cão, razão pela qual predomina um relevo caracterizado por altas colinas e consequentes vales profundos. É nas zonas mais elevadas que se encontram a maioria das localidades da freguesia, quase sempre construídas em socalcos que descem suavemente até á planície.

LOCALIDADES QUE COMPÕEM A UNIÃO DE FREGUESIAS:

Casais de Eiras

Eiras

Redonda

Bairro de Santa Apolónia 

Bairro do Monte Formoso 

Bairro da Liberdade

Bairro do Ingote

Bairro Rosa

Urbanização Quinta da Rosa

Urbanização Vale de São Miguel

Bairro de São Miguel

Bairro do Brinca

Bairro da Relvinha

Bairro do Loreto

Loreto

Urbanização do Loreto

Urbanização Arco Pintado

Urbanização arco pintado

Urbanização Panorama

Murtal

Vilarinho de Baixo

Urbanização Vale do Seixo

Urbanização Ar e Sol

Gorgulhão

Alto da Relvinha

Alto da Romeira

Monte de São Miguel

Vale Figueiras

Bairro Antonio Sérgio

Lôgo de Deus

Novo Horizonte

Ponte de Eiras

Casal da Rosa

Vale de Luz

Paredes

São Paulo de Frades

Rocha Velha

Várzeas

Casal Lourenço Matos

Golpe

Dianteiro

Cova do Ouro

Serra da Rocha

Rocha Nova

Carapinheira da Serra

Lordemão

Urbanização Lordemão

Corrente

Coselhas

Lapa de Coselhas

Quinta do Melo

Quinta do Camasão

 

Hoje Eiras e São Paulo de Frades, aparece principalmente como extensão da Cidade de Coimbra, onde pontificam importantes pólos de tecido empresarial e habitacional. A agricultura resume-se actualmente a pequenas explorações para consumo próprio.

Mas Eiras e São Paulo de Frades é actualmente uma freguesia totalmente mudada para melhor. O seu crescimento nas últimas décadas, faz com que seja a segunda maior do concelho em termos de número de loteamentos e edifícios de habitação colectiva.

Também a nível de infra-estruturas esta freguesia tem tido um forte incremento nos últimos anos. A construção do Complexo de Piscinas Rui Abreu, foi uma das obras mais importantes executadas na freguesia, pois trata-se de um equipamento que reúne excelentes condições para a prática de natação em todas vertentes, como sejam lazer, competição e formação, e cumpre todas as normas nacionais e internacionais, prescritas para piscinas curtas. Para além da piscina normalizada de 25X21 metros, possui também um tanque de aprendizagem de dimensões mais reduzidas.

Outro equipamento já em funcionamento, é o novo Centro de Saúde de Eiras - USF Topázio. Inaugurado em 2005, Esta estrutura, que serve mais de 20.000 utentes, é a única da Sub-Região de Saúde de Coimbra, a dispor de instalações (ginásio e balneários) para prestar serviços na área da Medicina Física de Reabilitação.